sexta-feira, 28 de maio de 2010

Lei do Menor Esforço - Uma análise da sagacidade metroviária

O lado legal de se ter um blog do qual se posta uma vez na vida e outra na morte é que não importa o quanto demore pra se fazer um post novo, ninguém vai reclamar porque ninguém lê, hehe.




Sim, também não sou poha nenhuma, mas curto fazer outros conceitos das palavras.

Energia: É um misto de tudo aquilo que faz o ser humano se mexer - força de vontade, pique, bom senso, humor. Pode-se somar a isso tudo inclusive o tempo, mas é uma variável a ser aprofundada mais a frente.

Espaço: É a definição de todo o lugar ocupado pela pessoa e seus pertences, e também o lugar que visa ocupar levando em conta a variável tempo. Além disso, é, por vezes, a ocupação do lugar de outras pessoas, conforme o nível de energia.

Tempo: Resumindo categoricamente, é o que vai fazer a pessoa correr mais ou menos no máximo de espaço possível pensando que está economizando os fatores energia/espaço/tempo de uma só vez.

Esta lei, sob esses termos, se aplica essencialmente nos usuários de metrôs e trens. É incrível como a energia está baixa no uso de escadas rolantes. Ora, escadas foram feitas para serem subidas e descidas, ficar parado nelas é deturpar sua principal função. Claro que há casos em que pessoas com mobilidade reduzida carecem ficarem paradas nas escadas para poupar-lhes o pique de energia, porém, como são minoria, o que mais vale aqui é a análise de quem tem energia baixa e não se dá conta disso. E se se tem noção de sua condição, e continua a incomodar, a situação só piora daqui pra frente.


Where's Wally??


Existem algumas dicas (sim, dicas, se fossem NORMAS do sistema metroviário a coisa seria bem diferente, mas não cabe agora discutir isso.. aliás, preciso lembrar de escrever sobre isto também - lembrete) na segurança que facilitariam a vida de alguns, mas devido a energia escassa dessas pessoas, a atenção não é dada. Como exemplo temos o "mantenha-se a direita nas escadas", assim quem estiver com pressa simplesmente subirá/descerá a escada sossegadamente e quem estiver morrendo fica mofando parado. Mas, como já foi dito, a energia baixa não deixa a maioria perceber que estão incomodando, não tem consciência de que além da necessidade própria existe também a de outras pessoas.

O quadro muda de figura quando a energia atinge um nível altíssimo quando a pessoa percebe que tem uma chance (ilusória) de otimizar o tempo aproveitando cada brecha no espaço, isto é, sai na correria ao ver o trem chegar. O mais estranho é que essa pessoa que sai correndo para pegar o trem é a mesma que estava lá parada na escada rolante.

E viva o paradoxo ambulante que é o ser humano.